IA jurídica é segura? O que considerar sobre dados e sigilo
Sigilo profissional e LGPD não combinam com ferramenta que treina com os seus documentos. Veja o que avaliar antes de adotar uma IA jurídica.
Adotar inteligência artificial no escritório esbarra em uma preocupação legítima: o que acontece com os documentos e os dados dos clientes que passam pela ferramenta. Para o advogado, isso não é só uma questão de boas práticas, é dever de sigilo profissional e obrigação sob a Lei Geral de Proteção de Dados.
A boa notícia é que dá para usar IA mantendo o controle, desde que você saiba o que perguntar ao fornecedor antes de subir o primeiro arquivo.
As perguntas certas antes de adotar
- Os meus documentos são usados para treinar modelos? A resposta precisa ser não.
- Os dados de cada conta ficam isolados dos demais usuários?
- Quem tem acesso ao que eu subo, e por quanto tempo isso fica armazenado?
- A ferramenta atende à LGPD e deixa claro o papel dela no tratamento dos dados?
Sigilo profissional e LGPD na prática
O sigilo profissional não desaparece porque o trabalho passou por uma ferramenta digital. Se um documento sob segredo é enviado a um serviço que o reaproveita para treinar modelos, há risco concreto de exposição. Por isso a regra de ouro é simples: o conteúdo do cliente não pode virar matéria-prima de treinamento.
A LGPD reforça o ponto. O escritório é responsável pelos dados pessoais que trata, e escolher um fornecedor que respeite finalidade, isolamento e segurança faz parte dessa responsabilidade.
Como a Redatio trata os seus dados
Na Redatio, cada conta tem dados isolados. O material que você sobe fica visível apenas para a sua conta e não é usado para treinar modelos. A pesquisa de jurisprudência roda sobre um acervo público de decisões, não sobre os documentos dos clientes.
Isso permite usar a velocidade da IA na pesquisa e na redação sem abrir mão do sigilo. A peça sai conferida e no modelo do escritório, e os dados sensíveis permanecem sob o seu controle.